DEMOCRACIA E CIDADANIA, ESSE É O PAÍS QUE NÓS QUEREMOS
É período de eleições no país. Todos esperam que o regime democrático permita aos eleitores escolherem os mais dignos, os mais preparados para exercerem mandatos instruídos pela Carta Magna da Nação. Eleitores em todos os recantos do território nacional; apontarão nas urnas as futuras autoridades com esse imaginado perfil. Bem lembrado pelo Profº. Pedro Borges.
O cientista político americano Stuart Gilman, dedicado a mais de trinta anos na tarefa de descobrir, nos diferentes países por ele visitados, como é possível evitar que as pessoas se corrompam ou se deixem corromper. Diz o cientista que a corrupção tem remédio desde que haja fiscais qualificados, a sociedade seja vigilante e os culpados sejam punidos. Ainda cita três itens em comum nos países com os piores problemas de corrupção: países que passaram por regimes autoritários, o grau de controle que o Estado tem sobre a economia e o grande número de funcionários públicos.
Afirma que a primeira forma de combater a corrupção é a prevenção, sendo necessárias as criações de mecanismos independentes que fiscalizem de perto e continuamente o poder público. Esses mecanismos podem verificar, por exemplo, se, depois que o governo liberou verbas para construção de uma escola, essa foi realmente construída. Outra maneira eficiente de prevenir a corrupção nos governos é fazer uma triagem permanente de seus funcionários para se verificar se o padrão de vida deles é compatível com os vencimentos oriundo de sua função, Mas prevenção só não resolver. É preciso combinar prevenção com punição.
Para o cientista, além do impacto que a corrupção tem sobre a economia, se não controlada, destrói-se um dos valores fundamentais de uma democracia: a confiança da população no governo e nas instituições. No Brasil, desvio de dinheiro público, sonegação fiscal, evasão de divisas e dificuldade de recuperação dos recursos sangra os cofres públicos. São muitas as fraudes praticadas ultimamente no Brasil e que recebem estranhos codinomes pela Polícia Federal: Firula – investigação em torno de jogadores de futebol; Roupa Suja – irregularidade na compra de coquetel anti-aids; Terra Limpa – irregularidades em terras públicas; Soro – falsificação de leite em pó, dentre tantas outras.
O que fazer diante desse quadro? O que a sociedade espera daqueles que exercerão função pública?
No mínimo, compromisso com a ética e a moral. No nosso dia-a-dia, não fazemos distinção entre ética e moral. Usamos as duas palavras como sinônimas. Mas os estudiosos da questão fazem uma distinção entre elas. Assim, a moral é definida como o conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social. A moral é normativa, enquanto a ética é definida como a teoria, o conhecimento ou a ciência do comportamento moral, que busca explicar, compreender, justificar e criticar a moral ou as morais de uma sociedade.
O compromisso com a transformação social coloca a educação na linha de frente sendo dever das escolas ensinarem e agir sedimentadas nos princípios da democracia, da ética, da responsabilidade social, do interesse coletivo, da identidade nacional e da própria condição humana. Conclui o cientista.
Pergunte ao seu candidato:
Você conhece bem os interesses da nossa cidade? Tem o hábito de visitar as comunidades? Como você se relaciona com seus eleitores? Você se acha comprometido o bastante com o povo para ser candidato? Quais as suas propostas para governar o futuro do nosso país? O que você acha das pessoas despreparadas e desqualificadas que estão disputando cargos públicos? Qual a sua profissão, e formação política?
Portanto, o seu voto é uma procuração que você dar aos candidatos para representar as nossas necessidades por um país mais igualitário e melhor; investigue o passado deles, entenda os deveres de cada um dos seus representantes na esfera política em que ele atuará. No dia 03 de Outubro de 2010, estaremos elegendo nossos representantes por um mandato de 4 anos.
Por fim, meus amigos e amigas, jovens e senhores eleitores, se não somos capazes de enxergar esses fatos, e os pretendentes candidatos não souberam tiverem de pronto as respostas para essas indagações, todos nos seremos responsáveis pelo futuro de nossa nação e perderemos a chance agora de construir um país que sirva de orgulho para as próximas gerações.
*Wellington Pinto, é estudante de Direito, 4º ciclo e membro do Centro Acadêmico de Direito, da Faculdade Integral Cantareira.
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